segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Ameaça ao Exame













Briga politica interna da OAB ameaça o Exame


Ele é assessor parlamentar do presidente do Senado, José Sarney e, como tal, não poderia ter assento na OAB. Se a representação for acatada, todos os exames da Ordem realizados sob a coordenação dele não terão validade.” 

O Dr. Walter Agra foi coordenador do Exame de Ordem em várias edições do certame, o que, em tese, ameaçaria a validade de tais edições sob sua coordenação e/ou participação. 

A origem dessa representação contra o Dr. Agra (cliquem Aqui para lerem a representação) teria origem em uma sessão fechada do Conselho Federal da OAB de outubro deste ano que afàstou, pela 1 a vez, cinco diretores da OAB do Pará envolvidos em um processo que apura irregularidades na venda de um terreno na cidade de Altamira/PA. 

Por um “acaso”, o presidente do Conselho Federal da OAB, Dr. Ophir Cavalcante, é do Pará. Não é preciso fazer muito esforço para se confundir a intervenção, em vários aspectos, como um ataque de natureza política. 

Não demorou muito e o contra-ataque veio.

Uma série de denúncias contra o Dr. Ophir Cavalcante foram formuladas, e todas com relativo grau de seriedade: 

Ophir Cavalcente é acusado de receber salário indevido

Presidente da OAB é acusado de advogar contra o Pará

E HOJE, para completar, foi protocolado no Conselho Federal da OAB um pedido de afastamento do Dr. Ophir Cavalcante da presidência do Conselho Federal: 

Advogados pedem afastamento de presidente da OAB

Segundo esta notícia, ainda hoje também serão apresentadas as denúncias ao CNJ. 

A representação contra o Dr. Agra, neste contexto, pode ser vista sob dois pontos de vista: ou é uma forma de se desestabilizar a gestão do Dr. Ophir, ou é uma retaliação ao Dr. Agra por este ter participado da reunião do Conselho Federal na qual foi julgado o pedido de intervenção na OAB/PA. Naturalmente o Dr. Agra deve ter votado a favor da intervenção. 

Acho altamente improvável que qualquer edição do Exame sofra algum tipo de nulidade, caso a representação seja procedente, mas não duvido da possibilidade de eventuais ataques contra provas passadas. 

De toda forma, o colunista do Poder Online, voltado para o mundo da politica, não daria o título que deu ao texto sem ser orientado por alguém sobre possíveis repercussões jurídicas decorrentes da representação em si. 

Exagero ou não, o clima dentro do Conselho Federal da OAB não é bom e esses ataques estão expondo as vísceras da instituição. 

E os envolvidos nesse imbróglio todo estão caprichando nos seus afazeres.

Esse assunto ainda vai render bastante. 





Fonte:Poder Online

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